Tuesday, February 13, 2007

7º ato! Espantando os males...



Quem foi que disse que ‘quem canta seus males espanta’??? pois eu digo então que tem muita gente por aí assombrada, e eu! inclusive...

Há algum tempo venho reparando o quanto as pessoas pelas ruas cantam. Cantam para si mesmas, cantam para nós, mas para si é uma coisa em especial.

De início eu pensei que fosse um surto MP3/MP4 em substituição aos passados surtos de 'diskman' e 'walkman' . Que, curiosamente, trazem a música para os momentos mais corriqueiros, como atravessar uma rua, quase como se a vida tivesse trilha sonora... E não é que NÃO é isso?! Várias pessoas sem quaisquer sinais de fones nos ouvidos estão cantando. Ontem, por exemplo, cheguei a perder a conta das pessoas que vi cantando (ainda mais que comecei a separar as com e sem os fones nos ouvidos)... Imagine agora nesse exato momento quantas cantam???

Enquanto escrevo aqui ouço um chorinho e penso o que vou cantarolar na hora que a música acabar. Quem sabe um cantiga 'de pular corda':

“Um homem bateu em minha porta e eu a-bri. Senhora e senhores ponham a mão no chão. Senhoras e senhores pulem em um pé só. Senhoras e senhores dêem uma rodadinha, E ‘vá’ pro olho da rua!!!”.

Ou então algo no estilo completamente contrario, como 'música que gruda' aquelas que só precisamos ouvir uma vez para sabê-la inteira... que tal alguma coisa do grupo Molejo?!:

“Está tudo aí?! Que papo legal. Estão dizendo lá no gueto que você tem um swing legal”...

Ah! A música não importa... o que importa é que eu tenho males pra espantar...

Pelas músicas que nos salvam por alguns instantes todos os dias,

amém.

Sunday, August 27, 2006

6º ato! o velhinho do doce...

Me propus, aqui, a escrever sobre o cotidiano, de quem, não importa... na maioria das vezes acaba por ser o meu... whatever...
O legal de reparar no cotidiano são aquelas coisas que sempre estão lá... e quase ninguém nota.
Toda dia que eu vou pra universidade eu passo por um velhinho que vende doces caseiros na rua. Ele coloca uma barraquinha na calçada e vende lá os docinhos... sempre sorrindo. Algumas vezes ele leva um menino de uns 7 ou 8 anos que aparenta ser seu neto.
É um velhinho simpático, meio calvo de cabelos e bigode brancos. Não sei bem porque, mas eu me sinto bem quando eu passo por ele, me dá vontade de sorrir.
Outro dia eu passei pela rua e não o vi. Fiquei pensando o que teria acontecido para ele não estar lá. Fiquei até meio triste. Sei lá, loucura minha, ou não.
No dia seguinte ele também não estava lá. Quase ‘morri’.
Na semana seguinte eu queria comprar um doce pra uma amiga minha, estava ele lá, sorrindo, como sempre. Comprei o tal do doce, no dia seguinte levei pra minha amiga. Como eu nunca tinha comido esse doce, eu a perguntei se estava/era bom. Ela respondeu que aquele não estava bom do jeito que é. Me mordi de raiva do velho. Pensei: velho safado!!! fica me vendendo doce ruim!!!No dia seguinte passo eu pela rua e lá está ele. Com o sorriso no rosto. Pensei que ficaria com ‘raiva’ dele. Doce ilusão. Passo por ele e me sinto bem, não consigo não gostar dele. Fazer o quê?!

Saturday, August 05, 2006

5º ato! O santo olhar de todo dia...

Acho que é normal nas metrópoles as pessoas não se cumprimentarem, ou melhor, se quer se olharem...
Acho que gente é tão normal já que já perdeu a importância, o interesse, sei lá...
Tantos prédios, tantos elevadores...
A minha vida está assim agora... saio de um lugar com elevador e chego em outro com outro elevador... e as pessoas nem se olham, é como se fossem invisíveis, como se inexistissem... mal, mal alguém se atreve a um bom dia, a um olá, tímido que seja! E nesse meio todo eu percebo que estou perdendo toda a minha mineirice... aquela que me faz saber o nome do Noel da portaria, do Paulim do botequim, do Baptista da secretaria... mas agora já corro atrás do prejuízo! Não se atreva a passar na minha frente se não quiser ouvir um oi que seja!
Mineiros sempre olham, se não for nos olhos olham pra testa, pra boca, mas olham.
Com olhar de interesse, curiosidade, de aprovação ou reprovação, de pudor, mas olham.
Gosto de gente que olha. Quero o meu santo olhar de todo dia... Não vou me tornar mais uma pessoa de concreto no meio da selva de pedra.

Wednesday, March 22, 2006

4º ato! O orkut ferrou a minha vida versão mega power

A cada dia mais pessoas entram em comunidades como ‘o orkut ferrou a minha vida’ e/ou relacionadas. Isso por terem a incapacidade de lidar com informações pessoais suas na internet. Até aí tudo bem... o que mais existe por aí são pessoas desequilibradas que jogam a culpa nos outros e nas coisas sendo que a verdadeira culpa é a ingerência da própria vida... vá lá! Que façam suas tempestades em seus devidos copos d’água...
Mas agora há um real problema. O orkut vem sendo uma ferramenta pela qual é possível ferrar a vida das pessoas. Digo, vida profissional! E isso pelo fato de pessoas exporem suas idéias, sem o medo de mostrarem quem são...
O fato: o amigo de uma amiga minha FOI DEMITIDO por causa do orkut! (sem nomes, por favor =P)...
Acontece que agora algumas pessoas têm que simplesmente esconder as suas devidas caras quando expõem suas idéias para não perderem o emprego... lastimável...
E no meio disso tudo eu me pergunto: onde está a liberdade de expressão?! Ou será que ela nunca existiu e eu fui ludibriada...
Por isso, se você trabalha em alguma empresa/instituição privada dê graças ao anonimato no orkut, caso contrário você pode ser decepado...
E se você é funcionário público pode meter a boca no trombone! Não te garanto que não acontecerá nada... você pode ganhar uns olhares tortos, talvez ser perseguido, mas demitido não será!...
Viva o anonimato no orkut! (pra alguns)...
Viva a estabilidade do serviço público! (pra outros)...
E depois dessa a próxima comunidade a ser criada no orkut deve ser: ‘o orkut ferrou a minha vida versão mega power’, porque essa situação é verdadeiramente phoda.

Wednesday, February 01, 2006

3º ato! ensolarada tarde chuvosa...

É... é sobre isso que eu vou falar nessa próxima postagem...
- mas Bárbara, vc não tinha falado que ia falar do cotidiano no seu blog?
- Sim, mas é exatamente isso que eu tô fazendo...
- Claro que não! Uma ‘ensolarada tarde chuvosa’ não é nada cotidiano!
- Só não é pq não é verão o ano inteiro...
- Explica...
- Putz! Ensolarada tarde chuvosa, saca?! Não é possível que nessa última semana só eu tenha percebido que, em certo momento, às tardes está fazendo sol... e começa a chuva sem o sol sair... é todo dia... vcs estão tão acostumados a isso que nem percebem... e eu tô reparando o que é basicamente imperceptível... isso pra nós... agora... jovens, adultos (?) que nem reparamos nos fenômenos naturais...
- aaahh... sem essa!
- Sem essa nada! É sério... eu duvido muito que este seja um fenômeno que aconteça só no meu quintal...
Pois é... a tal ‘ensolarada tarde chuvosa’ não passa da velha frase que com certeza muita gente já ouviu e já falou quando era criança: sol e chuva, casamento de viúva... vai dizer que isso não é cotidiano? Aposto que tem muita criança berrando essa frase por ai essa semana...

Tuesday, December 06, 2005

2º ato! Expectativas...

sim! Expectativas...
a que isso se propõe?
Nada de discussões sobre modos de produção, política, nacional e internacional, blá blá blá etc e tal... nada muito conjuntural, críticas ferrenhas a qualquer coisa que seja... ou não.
Eu quero o cotidiano... coisas que acontecem a todo o momento e que passam despercebidas por nossos olhos que buscam o diferente...
não garanto que isso aqui não mude de caráter... mas de início?!?!?!
Só pra frustrar ou não as expectativas dos outros por aqui... se é que alguém além de mim tem as tais expectativas... sem mais...

Saturday, December 03, 2005

1º ato!

Nasceu. Em um momento que não podia, mas certamente no momento que precisava.
Passei muito tempo grávida de idéias enquanto curtia meu cotidiano 'semi-ócio'... certamente em algum momento iria 'end up' nisso...